Papers by Philippe Abouid

Comunicação e (De)colonialidade em perspectiva, 2026
Neste texto, analisamos como a atual ofensiva antigênero no Brasil articula dinâmicas de colonial... more Neste texto, analisamos como a atual ofensiva antigênero no Brasil articula dinâmicas de colonialidade e práticas microfascistas, produzindo violências que atravessam tanto políticas institucionais quanto o cotidiano. Observamos que “no contexto da ofensiva antigênero e dos ataques aos direitos da população LGBTQIAPN+ no Brasil, o gênero assume o papel de eixo articulador no encontro entre microfascismo e colonialidade”. Investigamos cinco expressões centrais dessa ofensiva, do ataque à participação de mulheres trans no esporte às tentativas de criminalização da identidade de gênero; mostrando como “o gênero opera como tecnologia central na articulação entre essas formas de controle”. O livro reúne pesquisas potentes e plurais no âmbito da Comunicação e (De)colonialidade, que tensionam estruturas coloniais e apontam caminhos de resistência, insurgência e reconstrução. Organização: Carlos Alberto de Carvalho, Deivid Carlos de Oliveira, Gaia Bê Limah, Maria Gislene Carvalho Fonseca, Juliana Soares Gonçalves e Marina Carrano Lelis. Editora: EDUFMA – Universidade Federal do Maranhão. Ano: 2026. ISBN: 978-65-5363-540-1

Comunicação e (De)colonialidade em perspectiva, 2026
O artigo “Jornalismo e democracia formal em período eleitoral a partir de reflexões de quatro jor... more O artigo “Jornalismo e democracia formal em período eleitoral a partir de reflexões de quatro jornalistas” analisa como a imprensa brasileira tratou a relação entre jornalismo e democracia durante as eleições presidenciais de 2022, a partir de 27 textos opinativos de Flávia Oliveira, Fernando Brito, Jânio de Freitas e Luis Nassif. Os autores questionam a ideia amplamente difundida de que jornalismo e democracia formal seriam mutuamente dependentes, mostrando que, na prática, a imprensa pouco se compromete com uma democracia que enfrente desigualdades estruturais. No texto, “não nos guiamos [...] por perspectivas que lidam com as relações entre comunicação e política a partir de pressupostos como processos deliberativos, mídia e esfera pública”, buscando evidenciar as fraturas democráticas e as “políticas da inimizade” (Mbembe) que atravessam tanto o sistema político quanto o próprio jornalismo. O estudo conclui que a democracia formal, tal como praticada, convive com racismo, misoginia, LGBTQIAPN+fobia e outras formas de desumanização, e que o jornalismo, longe de superá-las, frequentemente reproduz essas lógicas ao não assumir compromisso efetivo com a pluralidade humana.
Atravessamentos e escritas de si: reimaginando o mundo a partir da comunicação, 2024
O objetivo é indagar a presença ou não dessas masculinidades sobre certos corpos, em determinados... more O objetivo é indagar a presença ou não dessas masculinidades sobre certos corpos, em determinados espaços e temporalidades. Desta maneira, serão apresentados os relatos de três pesquisadores e torcedores de futebol, sendo dois deles mais próximos às discussões de gênero e sexualidade e um pesquisador que discute o futebol em sua historicidade comunicacional. Em suas vivências, o futebol se insere, ora em uma dinâmica positiva de afetos, interações e sociabilidades, ora reverberando a violência estrutural e simbólica presente nos estádios e entrelaçada nas dinâmicas do torcer do futebol brasileiro.

Temporalidades e Espacialidades nos Processos Comunicacionais, 2023
Esta pesquisa analisa o podcast "Mano a Mano", apresentado pelo rapper Mano Brown, focando em tem... more Esta pesquisa analisa o podcast "Mano a Mano", apresentado pelo rapper Mano Brown, focando em temas como racismo, relações de gênero e luta por igualdade. O objetivo é observar as relações raciais e coloniais na sociedade brasileira, tendo o podcast de Mano Brown como mediador. A pesquisa se concentra em quatro entrevistas realizadas no programa, Leci Brandão, Ludmilla, Fernando Holiday e Vanderlei Luxemburgo, escolhidas por permitirem articular questões de racismo e relações de gênero. Utiliza-se uma abordagem decolonial para analisar como essas dimensões aparecem nas entrevistas. A materialidade envolve a análise da interação no podcast e como ela reflete as estruturas sociais e históricas. O aporte teórico inclui estudos feministas e decoloniais, focando em como as colonialidades do poder, saber e ser influenciam as relações sociais. Os autores concluem que o programa de podcast serve como uma plataforma para conscientização e denúncia de racismo e outras formas de preconceito, apesar de algumas limitações na abordagem de gênero e sexualidade nas entrevistas.

Asas da Palavra, 2023
Este artigo propõe refletir sobre as fissuras provocadas pelo mandato da atual deputada federal e... more Este artigo propõe refletir sobre as fissuras provocadas pelo mandato da atual deputada federal e ex-vereadora de São Paulo Érika Hilton nos espaços público e político brasileiros por meio das publicações compartilhadas em seu perfil no Twitter, no período de 1º a 31 de agosto de 2021, quando a parlamentar ocupava o seu primeiro mandato legislativo na Câmara Municipal. A análise passa pelas lutas políticas encampadas por ela em tensão com as conformações espaciais, histórica e estruturalmente hostis aos corpos negros, periféricos e LGBTQIAP+, também implicadas nas relações sexuais e de gênero. O movimento analítico convoca a crítica à colonialidade abordada por Segato (2021) e Oyewùmí (2021) e de feministas negras como Gonzalez (2019) e Mombaça (2021); além das discussões de espaço em Santos (2006). No perfil da parlamentar, também há a construção de um espaço político de resistência que transcende a ambiência do Twitter.
Revista Alceu, 2023
Imaginários e LGBTQIAP+fobia em textualidades midiáticas: Kit-gay e Ideologia de Gênero durante o... more Imaginários e LGBTQIAP+fobia em textualidades midiáticas: Kit-gay e Ideologia de Gênero durante o período eleitoral no Canal das Bee.

A Ciência em Condição Liminar, 2022
O artigo aborda a relação entre epistemologias queer e políticas anais, explorando como o conceit... more O artigo aborda a relação entre epistemologias queer e políticas anais, explorando como o conceito de "cu" pode desafiar estruturas de conhecimento heteronormativas e binárias de gênero. Questiona-se como uma reflexão desse termo pode subverter conceitos estabilizados e abrir novos sentidos para emergir relações de poder e saber. Utiliza-se uma abordagem teórica crítica, dialogando com autores como Haesbaert (2014), Preciado (2018) e Vidarte (2019), para analisar a representação e significado do conceito em contextos sociais e políticos. A pesquisa passa pela ideia de "constelação de conceitos" (Haesbaert, 2014), que vê os conceitos como múltiplos e abertos a novas conexões, e as contribuições da teoria queer (Saez e Carroscosa, 2016; Lourenço, 2017; Preciado, 2018; Vidarte, 2019) que desafia o pensamento ocidental heterocentrado. Conclui-se a partir dessas problemáticas a potencialidade de uma analética queer para a desconstrução de saberes heteronormativos e para a criação de epistemologias que valorizem corpos e identidades marginalizadas.

Anais da Compós, 2021
Este artigo apresenta a mobilização dos imaginários como ferramenta metodológica para a apreensão... more Este artigo apresenta a mobilização dos imaginários como ferramenta metodológica para a apreensão da LGBTIfobia em textualidades midiáticas. Como corpus de análise, selecionamos dois vídeos publicados no YouTube do Canal das Bee durante o período eleitoral para a presidência brasileira que tratavam sobre a Ideologia de Gênero e o Kit-Gay, duas polêmicas que tiveram a LGBTIfobia como chave operatória. Consideramos que os imaginários historicamente construídos sobre as homossexualidades contribuíram para provocar um sentimento de ameaça em relação às práticas não normativas de gênero, sexo e sexualidade que são acionadas por essas polêmicas. Como gesto de análise, as textualidades midiáticas podem contribuir para fazer emergir imaginários LGBTIfóbicos que atravessam os jogos de poder e as disputas de sentido que constituem a sociedade brasileira na segunda década do século XXI.
Catástrofes e crises do tempo, 2020
Propõe-se uma reflexão em torno da catástrofe da LGBTIfobia a partir do videoclipe Fiscal, produz... more Propõe-se uma reflexão em torno da catástrofe da LGBTIfobia a partir do videoclipe Fiscal, produzido por MC Queer e compartilhado no YouTube. A narrativa do videoclipe faz alusão a um caso de violência por motivações homofóbicas ocorrido em São Paulo, quando um jovem de classe média foi brutalmente agredido com uma lâmpada fluorescente no rosto. Tanto o videoclipe, como o episódio no qual ele foi inspirado, oferecem aberturas para se pensar em uma série de questões que atravessam as experiências com as homofobias, bem como ações de enfrentamento; e aquilo que especificamente tratou-se aqui como a catástrofe da LGBTIfobia.
Pós em Revista, 2013
Este artigo propõe avaliar o processo de decisão de compra do consumidor e seus impactos nas açõe... more Este artigo propõe avaliar o processo de decisão de compra do consumidor e seus impactos nas ações de merchandising no Ponto de Venda. Apresenta uma abordagem sobre o comportamento do homem, sua interação com o ambiente de compras e reflexões sobre as estratégias de merchandising no ponto de venda. Essas estratégias são conduzidas a partir dos estudos do comportamento e hábitos de consumo. Observam-se aspectos referentes à tomada de decisão no sentido compreender melhor os processos para a construção e o planejamento de ações de merchandising, e sua importante integração com outras áreas, como o comercial e marketing.
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