
Maria Luisa Jimenez Jimenez
Maria Luisa Jimenez Jimenez, possui graduação em Filosofia pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita - UNESP - Campus de Marília. Homologação do título em Filosofia pela Universidad de Granada, Espanha. Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso. Doutora em Estudos de Cultura Contemporânea, pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. Professora Doutora Pesquisadora Ativista, tese intitulada “lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos”. Tem experiência nas áreas de Estudos de Cultura Contemporânea, Filosofia, Antropologia, Sociologia, Metodologia Científica, Educação e Feminismos. Fundadora do Grupo de Estudos Transdisciplinares sobre o Corpo Gordo no Brasil, idealizadora do Projeto Ação lute como uma gorda e redes sociais Estudos do Corpo Gordo Feminino. Pesquisa principalmente: gordofobia, corpo gordo feminino, autoetnografia, netnografia. estudos culturais, consumo, novíssimos ativismos, cotidianos, consumo, novos feminismos, saberes subalternos, ativismo gordo, corpos e prazeres dissidentes.
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/3345524286303842
Supervisors: Professora Doutora Pesquisadora
Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/3345524286303842
Supervisors: Professora Doutora Pesquisadora
less
Uploads
Papers by Maria Luisa Jimenez Jimenez
consumo de mulheres gordas, uma vez que o consumo comunica pertencimentos,
vínculos, distanciamentos e subjetividades. Ressaltamos que esta comunicação traz os resultados parciais de uma pesquisa maior sobre gordofobia e o cotidiano de mulheres gordas e, nesta comunicação, priorizamos a análise do consumo. Em termos metodológicos, pesquisamos em redes sociais, blogs, grupos e páginas pessoais. Coletamos depoimentos que nos possibilitaram vislumbrar as vivências cotidianas de mulheres gordas na vida cotidiana através de suas práticas de consumo, muitas vezes limitado, às vezes excludente, outras vigiado e ainda, tais mulheres eleitas como público alvo de produtos, sobretudo os que prometem emagrecimento ou a o resgate da autoestima como a moda plus size. Em termos teóricos, utilizamos os referenciais da sociologia e antropologia do corpo, sociologia do cotidiano, estudos de consumo e estudos culturais. Confrontando as matrizes teóricas e os dados construídos empiricamente, construímos a base para a reflexão sobre o consumo de mulheres gordas e o que isso representa e comunica enquanto um dos aspectos da cultura contemporânea. A proposta desse trabalho foi desvendar as relações entre consumidoras e mercado, tanto quando são excluídas como quando inseridas nesse processo de compra e venda. Os resultados apontaram que mulheres com corpos maiores do que os corpos considerados desejáveis sustentam diversos nichos de mercado que tendem a crescer, tanto quanto cresce as taxas de sobrepeso e obesidade em níveis mundiais: o consumo plus size, o império conhecido como light, diet, o crescimento de academias e técnicas terapêuticas, medicina e ramos de profissionais da saúde, e a indústria pornográfica. Vale ressaltar que a existência desses mercados, os que negam ou os que supostamente valorizam o corpo gordo, não incluem todos os sujeitos que se podem abarcar pelo rótulo de gordos, uma vez que se trata, em maioria, de mercados pouco acessíveis às camadas populares, o que é agravado pelo fato da associação simbólica entre forma física e classe social, sendo o corpo gordo mais comumente identificado como típico de estratos sociais mais pobres. Em suma, propusemos a reflexão sobre o que as ações de consumo comunicam a partir das narrativas das protagonistas que se reconhecem como
gordas e se encontram fora de um padrão estipulado por vários mercados e ao mesmo tempo, o impulsionamento de outros nichos para incluir esse perfil feminino que vem sendo gradativamente maior na sociedade contemporânea em toda diversidade que lhe singulariza.
intelectual da militância.